Sinas de câncer de pele

A maioria dos brasileiros adora praia e se expor ao sol. E, muitas vezes, essa exposição não acontece de forma adequada, com filtro solar e em horários mais apropriados. Ao longo do tempo, esse hábito pode ter consequências mais sérias do que envelhecimento precoce, aparecimento de rugas, manchas, melasma e flacidez.  O câncer da pele pode ser um dos graves problemas de saúde que podem surgir do ato de tomar sol desprotegido. É importante acrescentar que quando ficamos com a pele vermelha e descascando é porque a radiação causou alguma lesão na epiderme e isto aumenta o risco do câncer de pele.

A doença responde por 33% de todos os diagnósticos desta doença no Brasil, sendo que são registrados cerca de 185 mil novos casos. O tipo mais comum, o câncer da pele não melanoma, tem letalidade baixa, porém seus números são muito altos.

Existem vários tipos de câncer de pele e os principais são o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma maligno, além de outros tipos menos comuns como carcinoma de Merkel e os sarcomas de pele.

Os sinais mais comuns da doença são: lesões na pele em formato de nódulo, de cor rósea, avermelhada ou escura, de crescimento lento, mas progressivo, feridas que não cicatrizam e pintas que coçam, sangram ou mudam de características devem ser levadas em consideração e o dermatologista deve ser procurado imediatamente.

Se a doença for detectada logo no início, as chances de cura são muito grandes. Por isso é importante saber a diferença entre elas. Conheça os tipos mais comuns de câncer de pele.

Carcinoma basocelular – É o mais frequente (65% do total) e tem baixa malignidade. Está relacionado à exposição solar intermitente (pessoas que se expõem ao sol apenas no verão). As pessoas de pele clara são as mais sujeitas a este tipo de câncer. Aparece mais frequentemente na forma de nódulo ou ferida que não cicatriza e seu crescimento é lento. Surge normalmente nas áreas do corpo mais expostas ao sol, como face, braço e colo.

Carcinoma espinocelular – Sua frequência é de 15% dos tumores cutâneos. Está relacionado, muitas vezes, a cicatrizes de queimadura ou asperezas causadas pelo sol. Começa em geral com uma lesão avermelhada e áspera que vai aumentando de tamanho e sangra com facilidade.

Melanoma maligno – É o mais perigoso dos tumores cutâneos e acomete, principalmente, pessoas entre 30 e 60 anos. Sua incidência vem aumentando em todo o mundo. A grande maioria tem aparência de uma pinta ou d um sinal de pele, em tons acastanhados ou enegrecidos. Porém, quando se trata de melanoma, a “pinta” ou o “sinal” em geral mudam de cor, de formato ou de tamanho, e podem causar sangramento. O melhor jeito de se prevenir é manter o hábito de observar as pintas com frequência (autoexame), além de visitar um dermatologista, uma vez por ano.

Diagnóstico

O diagnóstico do câncer de pele é feito pelo dermatologista clinicamente, mas pode ser auxiliado pela dermatoscopia, método que permite avaliar lesões da pele, definindo a natureza, distinguindo-as como lesões benignas, suspeitas ou altamente suspeitas de melanoma, e indicando ou não a necessidade de retirada cirúrgica.

Neste procedimento o dermatologista examina sua pele com a ajuda de um aparelho, o dermatoscópio que permite uma visualização das estruturas internas da pele, sem nenhum traumatismo ou corte. O médico realiza este procedimento antes de biopsiar lesões escuras da pele, sendo uma triagem do que deve ser retirado cirurgicamente ou não.

As lesões são fotografadas e suas imagens armazenadas para poderem ser reavaliadas e comparadas no futuro.

É um exame complementar que requer experiência específica do dermatologista, cujo objetivo é acrescentar mais precisão ao exame dermatológico.

Prevenção

Para a prevenção não só do câncer de pele como também das outras lesões provocadas pelos raios UV é necessário evitar a exposição ao sol sem proteção. É preciso usar chapéus, guarda-sóis, óculos escuros e filtros solares durante qualquer atividade ao ar livre e evitar a exposição em horários em que os raios ultravioletas são mais intensos, ou seja, das 10 às 16 horas.

Estudos científicos revelam que a quantidade média do foto protetor recomendada para uso na face são 2 mg/cm², ou seja se a camada aplicada for muito fina o FPS se reduz exponencialmente. Deve ser aplicado 2 horas antes da exposição solar e reaplicado de 2h em 2h.

 

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