Guia completo da queda de cabelo

Cabelos saudáveis representam saúde e juventude e nada mais comum do que homens e mulheres gastarem horas e horas nos salões de beleza para manter os fios bonitos. Por isso, ao menor sinal de queda das madeixas surge o desespero e uma dúvida é inevitável: será que corro o risco de ficar careca?

Há alguns anos esse era um problema quase que exclusivamente dos homens. Hoje, atinge cada vez mais as mulheres. A queda de cabelo pode ser considerada normal quando o número de fios que cai varia de 100 a 150 por dia. Apesar de não contarmos, notamos o aumento na queda durante o banho, no travesseiro, quando penteamos os cabelos ou ainda quando as aparecem as famosas entradas ou a risca do penteado se torna cada vez mais larga. As causas para o problema são muitas – mais de 2500 (pasmem!) -, mas a predisposição genética é o principal fator, tanto no homem quanto na mulher.

Entre as causas mais comuns de queda de cabelos em mulheres estão a anemia ou a deficiência de ferro no organismo, estresse, má alimentação, excesso de tratamentos químicos, alterações metabólicas ou dietas muito restritivas.

A testosterona provoca queda de cabelos tanto no homem quanto na mulher, mas nelas o padrão é diferente deles. É a chamada alopecia androgenética. No folículo dos fios do couro cabeludo masculino e feminino há a presença da enzima 5alfa redutase II, responsável pela transformação da testosterona em DHT, seu metabólico mais ativo. Os níveis dessas enzimas são mais elevados nos homens do que nas mulheres. Com o estímulo androgênico, já que no homem a testosterona é o andrógeno de maior concentração, ocorre transformação do pelo normal em um muito fininho. Eles também diminuem de tamanho, afinam e ficam mais superficiais.

Portanto, ao notar uma queda considerável dos fios, nada de recorrer a tratamentos caseiros. A solução é procurar um dermatologista.

Causas do problema

Para encontrar as causas da queda de cabelo, o especialista pede uma série de exames de sangue para investigar se há alteração hormonal, anemia ou outras alterações. A dermatoscopia também é utilizada no diagnóstico e acompanhamento de queda de cabelo principalmente nos casos de calvície, porque é uma lente especial que aumenta em várias vezes a pele e podemos analisar a espessuras dos fios, lesões no couro cabeludo e ver os fios novos.

Alguns exames

Dermatoscopia: realizado pelo médico na consulta com um aparelho chamado dermatoscópio que permite avaliar as características dos pelos e diferenciar os tipos de queda.

Fototricoscopia: simples e não invasivo, permite uma avaliação imediata sem necessidade de remoção ou biópsia de material.

Fototricograma: avalia o crescimento capilar por foto microscópica.

Microscopia óptica polarizada: analisa a qualidade do fio, colhido por tração capilar.

Controle fotográfico: utiliza fotos de diferentes ângulos da cabeça.

Perfil laboratorial: inclui exames nutricional, metabólico e de atividade inflamatória.

Biópsia do couro cabeludo: essencial no diagnóstico de doenças inflamatórias.

 Tratamentos e novidades

Após investigação e descoberta da queda de cabelo, ela deve ser tratada. Quando se trata de alopécia androgenética, causada por fatores hormonais, é necessária uma intervenção com medicamentos, como a finasterida, o minoxidil e o 17-alfa-estradiol. A finasterida ainda é o tratamento mais indicado para os homens porque é uma droga teratogênica, ou seja, altera a formação do feto em caso de gravidez. Os médicos só podem recomendá-lo para mulheres na menopausa, laqueadas ou que não têm mais o útero.  Outros tratamentos, como a intradermoterapia, que consiste na introdução, através de injeções no couro cabeludo, também são satisfatórios.

Dependendo do diagnóstico, é indicada a fotobioestimulação por LED (luz emitida por diodo), de baixa potência que tem efeito anti-inflamatório, diminuindo a queda capilar.

Outra opção é o laser fracionado, principalmente para quem tem áreas falhadas no couro cabeludo, já que faz pequenos microcanais na área, permitindo a aplicação de substâncias indicadas pelo especialista (por exemplo, o minoxidil), além de estimular o crescimento. O laser permite que o produto penetre mais profundamente na pele. 
Outro tratamento que vem dando resultados satisfatórios é a radiofrequência microagulhada, que além de estimular a circulação sanguínea também abre microcanais e permite a aplicação de uma substância para potencializar o tratamento.

 

 

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